Garantia e assistência técnica

Calçados de segurança necessitam de cuidados para que sua vida útil se prolongue da melhor maneira possível. Veja abaixo informações importantes sobre garantia e recomendações para maior durabilidade de seu calçado Estival.

A concepção dos calçados de segurança da Estival passa por exames específicos junto ao Órgão competente, que o qualifica em conformidade e adequação de EPI (Equipamento de Proteção Individual).

1 - Instruções para utilização

a) Ao experimentar este calçado e antes de sua utilização contínua, certifique-se de que ele se assenta devidamente.

b) Antes de utilizar o calçado, verifique se o mesmo apresenta ou evidencia danos externos (funcionalidade do sistema de fecho, estado de desgaste da sola, integridade do material na parte superior do calçado).

c) Os sistemas de fecho existentes no calçado devem ser utilizados de forma correta e adequada.

d) O calçado deve ser limpo e mantido com pano úmido e escova macia, com pequena quantidade de sabão neutro.

e) Não seque o calçado em secadora ou sol. Seque o calçado na sombra em local arejado.

f) É de suma importância que a escolha do calçado seja adequada ao tipo de trabalho ao qual se destina, considerando a análise dos riscos envolvidos.

g) O calçado deve ser armazenado e transportado adequadamente, de preferência dentro de caixas de cartão e em compartimentos secos, devido à diversidade de fatores que podem afetar o calçado (umidade e temperatura de armazenamento, alterações dos materiais com o tempo).

h) Para a linha em couro, graxas, pomadas e ceras ajudarão a manter uma boa conservação no calçado.

2 - Dicas de manutenção do calçado

a) Opte pelo calçado correto para seu tipo de trabalho. Em caso de dúvidas, procure orientação junto ao técnico ou engenheiro de segurança do trabalho em sua empresa.

b) Use meias de algodão.

c) Amarre corretamente o cadarço.

d) Mantenha sempre seca a palmilha antimicrobiana.

e) Lavar e limpar de acordo com as instruções de limpeza, ao menos uma vez por semana.

f) Tentar manter sempre o calçado limpo e seco, pois a alta umidade interfere nas características dos materiais.

g) Evite o uso contínuo de um mesmo par de calçados. Para prevenir o surgimento de bactérias, fungos e mau cheiro, o ideal é ter 2 pares e intercalar seu uso.

3 - Recomendações para estocagem

 

a) Evite expor o seu calçado diretamente à luz do sol ou à umidade excessiva. Outro cuidado importante é guardá-lo em local arejado e sem incidência de calor.

b Não armazenar por períodos superiores a 24 meses para evitar a hidrólise (que é a deterioração da sola do calçado devido à exposição ao calor e à umidade). Tanto o solado quanto o couro possuem melhor vida útil, quando estão em movimento.

c) Não empilhar mais do que cinco caixas (coletivas) de calçados.

d) A temperatura máxima do local de armazenagem deve ser de 27°C.

e) Recomenda-se dar saída aos produtos ingressados primeiro, seguindo o sistema PEPS. O primeiro produto a entrar deverá ser o primeiro a sair do estoque. 

4 - Validade do calçado

Os calçados da Estival possuem validade de 24 meses para estocagem. Esse prazo tem início a partir da data de fabricação gravada no próprio calçado, geralmente na parte interna da língua.

5 - Garantia do produto

Em conformidade com o art. 26 §1º do Código de Defesa do Consumidor, os calçados da Estival possuem garantia de 90 dias para problemas relacionados a defeitos de fabricação. A contagem do prazo de garantia se inicia a partir da entrega efetiva do produto ao consumidor.

6 - Cancelamento da garantia

Ocorrerá o cancelamento da garantia caso sejam constatados:

a) Defeitos originados por uso inadequado, má conservação e má higienização do calçado.

b) Defeitos provocados intencionalmente.

c) Defeitos originados por adulteração ou substituição de componentes.

d) Defeitos originados por utilização em locais contra as especificações do calçado, tais como locais com produtos químicos.

e) Armazenamento e estocagem em ambientes de alta umidade e pouca circulação de ar, causando a possibilidade de hidrólise.

7 - Trocas e devoluções

Para manter o padrão de qualidade Estival, tanto o conserto quanto a troca do calçado que apresentar defeito de fabricação, passa por uma análise laboratorial rigorosa através do laudo de ensaios físicos e químicos.

 

O processo de troca/conserto deve ser feito entre a Estival (indústria) e a empresa na qual foi emitida a nota fiscal, nunca diretamente pelo consumidor final. 

8 - Sobre o calçado antiestático / dissipativo  

 

O calçado antiestático/dissipativo deve ser utilizado quando há necessidade de reduzir cargas eletrostáticas para evitar riscos de incêndio, que podem emergir de uma faísca em presença de vapores e substâncias inflamáveis. Deve também ser utilizado quando existe risco de choques elétricos originados em equipamentos elétricos ou de peças sob tensão.

Todavia, há de salientar que o calçado antiestático/dissipativo não assegura a proteção total contra choques elétricos, uma vez que apenas interpõe resistência entre o piso e os pés. Quando não for possível evitar totalmente o risco de choque elétrico, é necessário adaptar medidas preventivas adicionais. Essas medidas e os testes indicados em seguida devem fazer parte de um programa regular de prevenção contra acidentes no local de trabalho.

 

Para efeitos antiestáticos/dissipativo, o produto em todo o seu tempo de vida útil deve ter uma resistência elétrica inferior a 1000 Megaohm. Para produtos mais recentes, foi definido um nível mínimo de resistência de 100 Kiloohm, visando garantir uma proteção limitada até 250 V contra choques perigosos ou potenciais riscos de incêndio, causados por anomalias em equipamentos elétricos. Deve-se, no entanto, considerar que o calçado, sob determinadas condições, não oferece uma proteção suficiente. Por esta razão, o utilizador deve sempre assegurar-se que foram seguidas e tomadas todas as medidas de proteção adicionais.

 

A resistência elétrica oferecida por este tipo de calçado pode ser negativamente influenciada pelas condições do mesmo, tais como deterioração, sujeira, dobras ou umidade.

 

O calçado de Classe I pode, durante a sua utilização, absorver umidade e tornar-se condutor de eletricidade quando úmido. Se o calçado for utilizado em circunstancias que possam contaminar o rasto, o utilizador deve verificar sempre as propriedades condutoras do seu calçado antes de cada utilização em áreas perigosas.

 

Em zonas em que é necessário o uso de calçado antiestático/dissipativo, a resistência do piso deve ser tal que não anule a função de proteção de calçado. Sempre que o calçado for utilizado, não devem ser inseridos outros componentes isolantes entre a palmilha, calçado e o pé do utilizador, com exceção de meias normais. Caso seja introduzida uma palmilha interior, a capacidade de isolamento elétrico deve ser verificada antes de sua efetiva utilização.

9 - Sobre o calçado condutivo

Convém que o calçado eletricamente condutivo seja usado se for necessário minimizar cargas eletrostáticas, no tempo mais curto possível, como, por exemplo, quando do manuseio de explosivos. Não convém que o calçado eletricamente condutivo seja usado se não for eliminado por completo qualquer risco de choque elétrico devido ao contato com qualquer aparelho ou partes energizadas. Para assegurar que este calçado é condutivo, ele tem que ser especificado para ter um limite superior de resistência de 100 kΩ, quando em estado novo.

 

A resistência elétrica do calçado feito de material condutivo pode mudar significativamente, devido à flexão e contaminação, e torna-se necessário assegurar que o produto possa cumprir a função designada de dissipar cargas eletrostáticas durante a sua utilização. Onde for necessário, recomenda-se que o usuário estabeleça um ensaio de resistência elétrica dentro do local de uso e o realize em períodos regulares. Convém que esta verificação e as demais abaixo mencionadas sejam partes das verificações de rotina do programa de prevenção de acidentes no local de trabalho.

  

Se o calçado for usado em condições em que o material do solado seja contaminado com substâncias que possam aumentar a resistência elétrica do calçado, os usuários sempre devem checar as propriedades elétricas dos seus calçados antes de entrar na área do risco.

 

Onde o calçado condutivo for usado, convém que a resistência do piso seja tal que não invalide a proteção oferecida pelo calçado.

 

No uso, convém que nenhum elemento isolante seja introduzido entre o pé do usuário e a parte interna do solado do calçado. Se algum inserto for introduzido entre a parte interna do solado e o pé, convém que a combinação calçado/inserto seja ensaiada quanto às suas propriedades elétricas.

10 - Sobre o calçado isolante elétrico

Calçado isolante elétrico para trabalhos em instalações de baixa voltagem em ambientes secos. (Classificação tipo I conforme normas ISO 20345:2015, ISO20346: 2015, ISO20347:2015 E NBR 16603:2017; classificação feito em calçado de couro e outros materiais, excluindo o inteiro de borracha ou outro polimérico).

 

Tensão de uso: Tensão elétrica máxima sob a qual o calçado pode ser utilizado sem apresentar risco elétrico ao usuário a uma tensão de 500 Volts em corrente contínua ou alternada. O calçado após condicionamento nas condições úmida, o calçado deverá apresentar resistência elétrica maior que 1000 MΩ.

 

Proteção deteriorada: A proteção de perigo elétrico é severamente deteriorada nas seguintes condições: Desgaste excessivo da sola e salto externo ou, exposição a ambientes molhados e úmidos, ou ambos. A utilização do calçado nestas condições não proverá proteção contra choques elétricos; O calçado com propriedades isolantes oferece uma proteção limitada contra um contato inadvertido com aparelhos elétricos;

 

O calçado isolante elétrico deve ser usado se existir o perigo de choque elétrico. O calçado isolante elétrico não pode garantir uma proteção de 100% do choque elétrico e medidas adicionais são essenciais para evitar este risco.

11 - Medidas diárias a serem tomadas tais como

a) Deve ser feito verificações de rotina do programa de prevenção de riscos;

b) Sua leitura deve estar dentro dos requisitos de resistência elétrica maior que 1000 MΩ. a qualquer tempo durante a sua utilização.

c) Este nível de proteção durante o serviço pode ser afetado por: Calçado que foi danificado por talho, corte, abrasão ou contaminação química necessita de inspeção regular;

d) Recomenda-se que calçado gasto e danificado não seja usado.

e) Calçado de classificação I pode, no decorrer de sua utilização, absorver umidade e tornar-se condutivo.

f) Se o calçado for usado em condições em que os materiais da sola sejam contaminados, por exemplo, por produtos químicos, cuidados devem ser tomados quando se entrar em áreas de risco, já que isso pode afetar as propriedades elétricas do calçado.

g) É recomendado que os usuários estabeleçam meios adequados de ter as propriedades de isolamento elétrico do calçado inspecionadas e ensaiadas ainda em serviço.

h) Este calçado é destinado somente a trabalhos em ambientes secos, livres de umidade. A presença de umidade poderá alterar significativamente a resistência elétrica do mesmo. Para trabalhos em ambientes úmidos, deverá ser utilizado um calçado do tipo II (calçado impermeável todo borracha ou polimérico com requisito de isolação elétrica, conforme normas NBR ISO 20345, 20346 ou20347).

 

O calçado isolante elétrico do tipo I, não é destinado à proteção do usuário quando se deseja proteção contra choques elétricos na parte do corpo que é coberto pelo cabedal do calçado. No caso da possibilidade de esbarrões laterais do pé com partes energizadas, por exemplo, deve-se utilizar de um calçado do tipo II.

12 - Assistência técnica

A Estival conta com laboratório de pesquisa e análise e uma equipe pronta para te atender, portanto se o produto apresentar algum defeito por problema de qualidade ou fabricação, entrar em contato com o nosso departamento técnico através do telefone 0800 340 7300.